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“Procure a sua turma, aqui não tem lugar para você, nós somos pessoas inteligentes”, disse Arthur Virgílio Neto para influenciador que falou mal da Zona Franca de Manaus

Ao tomar conhecimento das declarações de um influenciador do sudeste do país acerca da Zona Franca de Manaus (ZFM), o pré-candidato a deputado federal Arthur Virgílio Neto (MDB/AM), se posicionou e mandou um recado para ele. Em nota, Arthur, que já foi senador, deputado federal, ministro da Secretaria Geral da Presidência e prefeito de Manaus por três mandatos, avalia como total desconhecimento as falas preconceituosas sobre o estado do Amazonas e o modelo econômico do estado do Amazonas.

“Eu ouvi as declarações desse rapaz, que se diz influenciador, sobre a Zona Franca de Manaus e sinceramente fiquei impressionado com o nível de desinformação e preconceito contido em cada palavra. Primeiro: a Zona Franca não é favor. Não é privilégio. É um modelo econômico criado pelo Estado brasileiro para integrar a Amazônia ao desenvolvimento nacional. E funciona.

Dizer que as indústrias de Manaus ‘não servem para nada’ é ofender milhares de trabalhadores amazonenses que acordam cedo todos os dias para produzir, gerar riqueza e sustentar suas famílias com dignidade.

A Zona Franca gera centenas de milhares de empregos diretos e indiretos, movimenta bilhões na economia brasileira e abriga empresas nacionais e multinacionais que produzem motocicletas, eletroeletrônicos, bicicletas, informática e muito mais. Isso não é improviso. Isso é indústria nacional.

Quem defende que o Brasil simplesmente importe tudo da China está defendendo a destruição da indústria brasileira, a perda de empregos e a submissão econômica do nosso país. Nenhuma nação forte do mundo abre mão da sua capacidade industrial.

E tem mais: enquanto muitos falam em preservar a Amazônia apenas no discurso, a Zona Franca faz isso na prática. O modelo econômico de Manaus ajuda a manter a floresta em pé, oferecendo emprego, renda e alternativa econômica sustentável para milhões de pessoas. Sem a Zona Franca, a pressão sobre a floresta seria muito maior.

Agora, o que mais me incomoda é o tom de deboche. Falar que as fábricas ficam ‘em cima de árvores’ revela ignorância sobre a realidade amazônica e um preconceito histórico contra a nossa região. Manaus não é caricatura. Manaus é uma metrópole industrial, tecnológica e estratégica para o Brasil.

Claro que existem desafios logísticos. Somos uma região distante dos grandes centros consumidores. Mas isso não diminui nossa importância, pelo contrário, mostra a capacidade de resistência e competitividade de um polo industrial instalado no coração da Amazônia.

O Brasil precisa conhecer mais a Amazônia antes de emitir opiniões rasas sobre ela. A Zona Franca de Manaus não é problema. Ela é parte da solução econômica, ambiental e estratégica do país. E quem não entende isso, infelizmente, ainda não compreendeu o verdadeiro valor da Amazônia para o Brasil.

Espero que esse influenciador não influencie ninguém, porque quem diz tolices por desconhecer a realidade de uma região do próprio país – conhecimento que se pode adquirir hoje sem sair de casa -, não pode se tornar referência em nada. Mando a ele um recado: peço que evite qualquer coisa que atrapalhe o seu raciocínio e procure a sua turma, porque aqui não tem lugar para você, nós somos pessoas inteligentes”.

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