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Novos ataques a Zona Franca são desrespeito ao povo do Amazonas, desabafa Glenio Seixas

Uma nova polêmica envolvendo a Zona Franca de Manaus provocou uma onda de manifestações entre políticos amazonenses nesta terça-feira (12). O motivo foi uma série de vídeos publicados pelo influenciador bolsonarista Gabriel Silva, que classificou o modelo econômico como “inútil”, ironizou a existência de fábricas “no meio da floresta, em cima de árvores” e afirmou que seria mais vantajoso importar produtos diretamente da China.

As declarações repercutiram negativamente no Amazonas e geraram forte reação de lideranças políticas da região. Entre os posicionamentos que mais chamaram atenção esteve o do ex-prefeito de Barreirinha Glenio Seixas, que usou as redes sociais para defender a importância da Zona Franca para a geração de emprego, renda e preservação ambiental na Amazônia.

Em tom de desabafo, Glenio afirmou que “é muito fácil criticar a Zona Franca sentado em uma cadeira, longe da realidade do povo amazonense e de uma cidade que não preserva sua floresta”. Segundo ele, os ataques ao modelo demonstram desconhecimento sobre a realidade econômica e social enfrentada pela população da região Norte.

Durante o pronunciamento, Glenio destacou que chamar a Zona Franca de modelo falido é desrespeitar mais de 500 mil empregos diretos e indiretos gerados no Amazonas. Ele lembrou ainda dos desafios históricos enfrentados pelo estado, como as dificuldades logísticas causadas pelo isolamento geográfico e pela falta de infraestrutura, incluindo o impasse envolvendo o asfaltamento da BR-319.

“A realidade do Amazonas é diferente do restante do país. Nós enfrentamos dificuldades que muita gente nem imagina. Mesmo assim, o nosso povo trabalha, produz e ajuda a movimentar a economia brasileira”, afirmou.

Criação da Zona Franca

Criada em 1967, a Zona Franca de Manaus foi implantada para reduzir desigualdades regionais e estimular o desenvolvimento da Amazônia Ocidental por meio de incentivos fiscais. Atualmente, o modelo concentra indústrias dos setores eletroeletrônico, de motocicletas, informática e bens de consumo, sendo considerado um dos principais pilares econômicos da região Norte.

A polêmica também reacendeu discussões sobre os frequentes ataques ao modelo econômico amazonense nos últimos anos. Desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, críticas relacionadas aos incentivos fiscais da Zona Franca passaram a ganhar força em discursos ultraliberais, incluindo manifestações do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e do senador Flávio Bolsonaro.

Ao encerrar o vídeo publicado nas redes sociais, Glenio Seixas reforçou que continuará defendendo o modelo econômico e os trabalhadores amazonenses. “Quem ataca a Zona Franca talvez não conheça a realidade do Amazonas. Mas nós conhecemos. E vamos continuar defendendo cada emprego, cada trabalhador e o direito do nosso povo de crescer com dignidade e respeito”, concluiu.

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